Trata-se da 'importação' de uma medida que é praticada em alguns países europeus (RU e Alemanha). Estas 'transposições' não têm sido pacíficas no nosso País. Basta recordar as polémicas geradas à volta da reutilização de dispositivos na hemodiálise...
Do despacho do SES/MS linkconsta que os serviços hospitalares devem garantir, em tais situações, a "qualidade, segurança e desempenho", e assumir a responsabilidade…
A pergunta que deverá, desde já, colocar-se é: existem condições técnicas e humanas nos serviços para assegurar estas (necessárias) garantias quanto à segurança da reciclagem. Ou vai ser necessário contratualizar, no ‘mercado’, com empresas especializadas de reprocessamento que certifiquem as características operativas operacionalidade, de biocompatibilidade e de esterilização?
Outra questão: em fase de dramático período de ‘desinvestimento’ no SNS vamos, mais uma vez, improvisar… apesar das cautelas enunciadas (anunciadas) no Despacho 7021/2013 link (a).
E, no final da linha - quando ou se surgirem problemas - quem assume o papel de ‘mexilhão’?
(a) Não se entende como é possível este despacho entrar imediatamente em vigor quando estão previstos (e bem) tantos requisitos técnicos prévios supostamente ainda ‘não instalados’ nas instituições hospitalares públicas.
E-Pá!





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