Ministro da Saúde elogia Victor Gaspar

«O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, "tem demonstrado uma total solidariedade com a área da saúde e com as outras áreas sociais. Basta lembrar a dotação adicional de 1500 milhões de euros que a saúde teve", salientou o titular da pasta da Saúde, Paulo Macedo, à margem da cerimónia de inauguração do novo Hospital de Amarante.
O membro do Governo nega que venha por aí um novo corte na saúde de 200 milhões de euros em 2013, frisando que a poupança no setor passa, sobretudo, "pela redução das margens de empresas de dispositivos clínicos, que têm lucros altíssimos".
Paulo Macedo garante que, apesar da decisões do Tribunal Constitucional, não irá ser colocado "o ónus nos utentes e nos cidadãos", para se "ter a certeza que o SNS continua universal. As taxas  moderadoras não vão aumentar, para não afastar as pessoas do SNS", garantiu.» link
JN 29.04.13

É, assim, que Paulo Macedo tenta assegurar a "protecção da Saúde". Um esforço digno de nota. Olhem que é preciso ter "fígados" para elogiar Victor Gaspar! 
Quanto à solidariedade de VG aguardemos pelo próximo plano de cortes (a eito).  
Documento de Estratégia Orçamental (DEO). link 

Medicamento, encargo do SNS


1.º trimestre 2013 (dados provisórios),  redução de 14,5% (menos 46M€), face ao periódo homólogo de 2012. link

Está quase!


site benfica

Razia



O Governo decide amanhã, terça-feira (30.04.13), em Conselho de Ministros como vai cortar quatro mil milhões de euros na despesa do Estado. Paulo Macedo tem prometido proteger a Saúde . Os dados, no entanto, parecem lançados. Tudo leva a crer que a Saúde será, mais uma vez, o grande bombo da festa. E ao governo mensageiros não têm faltado link

Nova baixa administrativa de preços


Manuel Teixeira é quem mais ordena.
«Os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, (SNS), só podem adquirir os dispositivos médicos abrangidos pelo presente despacho, na sequência de procedimentos concorrenciais ou não concorrenciais de contratação pública, desde que por preços unitários inferiores em, pelo menos, 15% relativamente aos preços unitários praticados no ano de 2012 para dispositivo similar.» despacho n.º 5456-B/2013, DR, 2.ª série — N.º 79 — 23.04.13 link

O Ministério da Saúde espera poupar com esta medida 100 milhões de euros.  Faltam outros 100 milhões para cumprir a quota de esforço de cortes (?), versão 2013, imposta ao MS.

Drfeelgood

Cavaco, apelo à resignação


O líder do Bloco de Esquerda João Semedo defende que o Presidente da República fez um «discurso inacreditável» e de «fação», em que reconheceu o «insucesso da política de austeridade e apelou a mais austeridade e à resignação».link 
 «O Presidente da República fez um discurso de fação que ofende os princípios da pluralidade e da democracia do 25 de Abril», afirmou João Semedo aos jornalistas após a sessão solene de comemoração dos 39 anos do 25 de Abril. Reagindo ao discurso do Presidente da República, Cavaco Silva, João Semedo disse que o Chefe de Estado «reconheceu o insucesso da política de austeridade e apelou a mais austeridade e sobretudo à resignação dos portugueses perante essa austeridade». «Foi um discurso inacreditável que até os cravos que estavam em frente do Presidente da República caíram, tal foi o choque com as palavras do Presidente», afirmou. 
 «O Presidente da República é hoje o fio que agarra o Governo. Este é, como já alguém já disse, um Governo de iniciativa presidencial», sublinhou, numa alusão a uma frase proferida pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates numa entrevista recente. Para João Semedo, a intervenção de Cavaco Silva pode ter apelado ao consenso, mas contraria esse consenso ao ter sido «um discurso de sustentação da maioria política e ideológica que o elegeu, um discurso próprio de um tempo em que há uma maioria de direita, um Governo de direita e um Presidente de direita». «É grave que um Presidente da democracia, considere que a democracia, que as eleições, não são a solução para as crises políticas», afirmou. 
João Semedo, TVI 25.04.13
Sem surpresa, no lugar de resignação, vamos ter violência, cargas policiais e mortes nas ruas.
Clara

Vencer a crise com Abril

Consultas aos sábados


O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde confirmou hoje que está em curso o alargamento dos horários de atendimento aos doentes.
"É um processo que está em curso, é um processo silencioso, do qual muitas vezes as pessoas não se apercebem. Já há muitos hospitais e centros de saúde com horário alargado. A ideia é, tão breve quanto possível, desde que tenhamos os recursos humanos necessários, tornar isso a regra para o Serviço Nacional de Saúde", frisou Fernando Leal da Costa. O Governante acrescentou, após a inauguração de uma Unidade de Saúde Familiar no Bairro da Boavista, em Lisboa, que o processo "demorará os seus anos", mas deseja que o mesmo esteja concluído "até ao fim desta legislatura".O Diário de Notícias noticiou hoje que o Ministério da Saúde quer que os hospitais e centros de saúde alarguem os horários de atendimento aos doentes nas consultas até às 22:00 e aos sábados.Segundo o jornal, esta mudança está prevista num documento entregue aos hospitais, sendo que o vogal do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde Alexandre Lourenço assegurou que a medida "vai avançar e estará prevista nos planos estratégicos dos hospitais link
Económico 23.04.13
Ciumeira ou protagonismo na ACSS?
A sede de protagonismo não torna admissível que altos funcionários da ACSS como o Dr Alexandre Lourenço façam letra morta dos acordos assinados com os sindicatos médicos pelo Sr. Ministro da Saúde. 
Pretender alterar por peregrina inspiração a legislação laboral e os horários de trabalho, e "vendê-la" à comunicação social, é de extrema gravidade.
Os portugueses sabem bem que são os seus médicos quem merece confiança para defender a sua saúde. Não são burocratas com pele de cordeiro que apelam a atropelos a lei.
É fundamental que o Sr. Ministro da Saúde tome as devidas providências em relação a um subordinado seu que rasga compromissos, por si, obviamente, assinados...
SIM, 23-04-2013 link

Mais um ensaio experimental. Será que o ministro vai desmentir o secretário de estado adjunto nas próximas horas? Ou subir a parada para consultas ao domingo ?! 
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Cortes na Saúde

É possível cortar mais no preço dos medicamentos? Porquê? 
Considerando que o preço dos medicamentos em Portugal é dos mais baixos da Europa, não me parece que cortar mais no preço dos medicamentos seja o caminho. 
Enquanto gestor, os cortes no preço dos medicamentos não me são, de todo, indiferentes mas a minha preocupação maior são, indubitavelmente, os cortes na saúde em geral, os quais, na minha perspectiva, são medidas reactivas e avulsas com consequências severas naquele que deve ser o princípio basilar do acesso aos cuidados: a equidade. link

Alberto Inez, JN 23.04.13

Apelo para a AR intervir nos cuidados primários


Audiência conjunta de entidades representativas dos profissionais
A abertura de USF está a ser «travada», denuncia a associação que as representa, enquanto a OM lembra que as UCSP «não poderão ficar de fora» da reforma. As Ordens dos Médicos (OM) e dos Enfermeiros, bem como a Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), representando no seu conjunto mais de 120 mil profissionais de saúde, alertaram, no passado dia 17 de Abril, em São Bento, os deputados da respectiva comissão especializada para a necessidade de «investir» e de «relançar» a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP).
Numa inédita audiência conjunta, os parlamentares foram então sensibilizados para as «ameaças» que pendem sobre a referida «porta de entrada» no Serviço Nacional de Saúde. Os destinatários finais da mensagem, porém, eram outros.
O desejo manifestado por José Manuel Silva, bastonário da OM, deixou-o bem evidente: «Gostaríamos de ver a Assembleia da República (AR) recomendar ao Governo um empenho muito particular para completar a reforma dos CSP.»
O caso das USF, cujo ritmo de abertura está a ser «travado», segundo denunciou Bernardo Vilas Boas, presidente da associação representativa das unidades em causa, foi um dos mais comentados durante a reunião.
A «intervenção» da AR foi igualmente solicitada pelo dirigente da USF-AN, devido, nomeadamente, aos limites que são impostos em relação ao número de novas unidades que podem ser criadas anualmente e, também, de passagem de equipas já existentes para a forma mais avançada de autonomia (modelo B).
«O despacho precisa de ser revisto», defendeu Bernardo Vilas Boas perante os deputados, tendo em mente diploma no qual o Executivo fixa quantas USF podem, no máximo, entrar em funcionamento ou mudar de modelo de organização.
É olhando para tais números que o presidente da associação em questão acusa a tutela de estar a «travar», desde o ano passado, o processo.
«Em 2012, o Governo definiu que se criassem 56 USF. Acabaram por ser abertas 38 e já quando o despacho saiu, mais ou menos a meio do ano, havia 70 possíveis unidades para entrar em actividade. Encontravam-se em diversas fases de candidatura, estando parte delas aprovadas», informou.
Repetição do episódio
Este ano, no entender de Bernardo Vilas Boas, a história voltou a repetir-se, só que mais cedo – no início do corrente mês de Abril.
«O despacho link  define que são 69 as USF que podem abrir em 2013, mas, até este momento, apenas surgiram duas. São entretanto 20 as que podem transitar de modelo. Isto desmotiva as equipas de profissionais que, na sua generalidade, querem evoluir do A para o B», contou o médico de família.
Tais limitações, conforme chamou a atenção dos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, podem mesmo ter o condão de «comprometer toda a mudança» em curso nos CSP.
As duas ordens e a associação sugerem, por isso, que, no mínimo, deviam abrir 70 novas USF e que, pelo menos, 35 unidades do universo actual deviam poder adoptar uma forma organizacional de maior autonomia. São portanto mínimos que contrastam com os máximos do diploma do Governo.
«Além disso, as três entidades defendem que seja cumprido o despacho de 2012, que previu um número de USF que não chegou a ser concretizado. Na região Norte, por exemplo, de 17 unidades previstas em modelo B, só 12 fizeram essa passagem», quantificou Bernardo Vilas Boas.
Das 20 unidades que podem fazer esta transição em 2013, oito delas funcionam igualmente no Norte do País. «Quando já há 15 unidades que aguardam homologação para passar a esse nível superior de organização», voltou a comparar.
Lembrando que a solução, no actual quadro de restrições financeiras, é encarada como um «investimento» quer pelo Executivo nacional quer pela «troika» internacional (FMI, BCE e CE), o presidente da USF-AN fez um «apelo» no sentido de que «todos os grupos parlamentares, a AR, intervenham» para «ultrapassar» o problema.
Até porque a aposta nas USF tem «potencialidades» para que todos os portugueses possam ter um médico de família. Um objectivo assumido, recorde-se, por Paulo Macedo, ministro da Saúde.
Sérgio Gouveia, TM 21.04.13

Reorganização hospitalar avulsa

O PCP quer ouvir o ministro da Saúde, Paulo Macedo, no Parlamento para obter explicações em relação à reorganização hospitalar. 
A deputada comunista Paula Santos considera que Paulo Macedo não pode tomar medidas avulso, devendo haver um planeamento nacional. link

Medidas avulsas e cortes a eito é a especialidade do ministério de Paulo Macedo. Não há saber nem coragem para mais.
Clara

Carência de médicos e medicamentos

Autarquia quer esclarecer as denunciadas carências de médicos e remédios para doentes oncológicos no hospital da cidade
A Câmara de Santarém manifestou ontem “preocupação” face à alegada falta de médicos no hospital local e aos relatos de doentes que referem rupturas de medicamentos oncológicos — situação que pretende discutir com urgência com o ministro da Saúde, Paulo Macedo.
“Têm chegado ao nosso conhecimento sucessivos relatos sobre situações que nos parecem graves e que queremos discutir com a tutela, para saber a sua verdadeira dimensão”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD). Em causa, adianta uma nota divulgada pelo município, estão os alertas de doentes, profissionais do hospital e comissões de utentes sobre “a ruptura de stocks de medicamentos oncológicos (com suspensão de tratamentos)” e ainda sobre dificuldades na elaboração das escalas de urgência, “determinando a pré-ruptura deste serviço”. A falta de médicos e enfermeiros em diversos serviços, “com atrasos inadmissíveis na marcação de consultas de especialidade prioritárias”, é outra das situações referidas pela autarquia.
Ricardo Gonçalves diz recear que estas carências, que têm sido noticiadas pela comunicação social, “possam comprometer seriamente a regular prestação de serviços e cuidados de saúde”, pelo que solicitar uma reunião urgente com o ministro da Saúde, Paulo Macedo.
“Embora a Câmara não tenha competências nesta matéria, não podemos alhear-nos de problemas que, se se confirmarem, consideramos bastante graves e para os quais manifestamos também a nossa disponibilidade para ajudarmos na procura de uma solução”, afirmou o autarca.
A falta de médicos e a alegada ruptura de medicamentos foi divulgada na segunda-feira pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos de Santarém. link Na altura, a administração do hospital disse que iam ser contratados mais médicos e admitiu ter havido “uma ruptura de stocks de um medicamento, a nível internacional”, mas que a sua não administração “não compromete o tratamento”. 
JP 20.04.13

Falta de medicamento mas que não compromete o tratamento... Falhas de funcionamento e competência. Tudo sob salvaguarda divina.

O SNS, o ‘terramoto orçamental’ e as exéquias…


Macedo admitiu que os «ajustamentos terão impacto», mas «não serão dessa magnitude»...link
Começou a marcha atrás. Ou melhor a preparação da cambalhota política para explicar a tal 'discriminação positiva' com que vem desde há algum tempo enchendo os ouvidos de alguns incautos e alimentando uma aura de ‘desalinhamento’ do desastroso caminho por onde este Governo enveredou.
Não é difícil imaginar a retórica que vai enfeitar as próximas declarações. Vamos ouvir falar de arrazoado de razões: ‘período excepcional’, de 'emergência', ‘sacrifícios necessários’, de ‘rigor’. Tudo o que servir para justificar as maiores diatribes sobre o Estado Social. Faltava ao actual Ministro aparecer a terreiro justificar-se com o Tribunal Constitucional. Desta vez não conseguiu passar pelos pingos da chuva. Confessou: “se há uma decisão do Tribunal Constitucional que diz que as reduções, designadamente na área dos subsídios, não devem ser alteradas, então há que fazer ajustamentos nessa sequência”. link.Finalmente, ficamos cientes de que existe uma ‘sequência’. Uma trágica sequência cujo desenlace há muito foi denunciado: a destruição do SNS.
Vão aparecer enviesados estudos que atiram para a praça pública elevadas percentagens à volta de ineficiências de gestão e sobre fraudes (já usadas em Oslo) link.Percentagens que serão torturadas até encaixarem plenamente no ‘impacto’ dos cortes. De seguida a tradicional e habitual aleivosia: ‘os cortes não terão repercussões na qualidade do SNS’.
Mas sobre ‘magnitude’ cuidado. Estaremos a falar de abalos telúricos?
Depois do ‘terramoto orçamental’ de 2013, onde se ‘acomodaram’ cortes da ordem dos 500 milhões de euros, os novos ajustamentos serão apresentados como inevitáveis ‘réplicas’. Que, inocentemente, não foram previstas por Paulo Macedo aparentemente decidido a poupar a saúde de mais cortes. Faltam as ‘tréplicas’ que chegarão associadas à putativa ‘reforma do Estado’ [aquela dos 4.000 milhões]…
O senhor Ministro afirmou em Oslo no terminar da sua intervenção: ‘só habitamos a Terra uma vez’ link.Asserção que - por pouco que seja - a grande maioria dos portugueses estará de acordo.
Faltou dar uma oportunidade à dignidade e concluir:
‘Só se habita a João Crisóstomo o tempo necessário para não perder a face’. E ‘perder a face’ é ter entrado nesse habitáculo como gestor prestigiado e sair com o estatuto de coveiro.
E-Pá!

Siga a rusga ...

Do total de 732 milhões de euros de corte na despesa que os ministérios terão de levar a cabo, a Saúde ficará responsável por cerca de 200 milhões de euros.
Paulo Macedo terá agora de encontrar medidas que lhe permitam chegar a uma poupança extra de 200 milhões de euros, que se somam aos 487 milhões de consolidação orçamental já previstos no Orçamento do Estado para este ano. Contactado, o Ministério da Saúde remeteu quaisquer esclarecimentos para quando forem anunciadas decisões concretas. link 
Reagindo à notícia do «Diário Económico» segundo a qual a «Saúde será responsável por 25 por cento dos cortes da despesa do Estado», ou seja, 200 milhões de euros de um total de 800 milhões, Macedo admitiu que os «ajustamentos terão impacto», mas «não serão dessa magnitude». link

Prossegue a campanha de "discriminação positiva da Saúde. Já vai em 687 milhões. Um verdadeiro paraíso de cortes a eito. Vamos a ver se conseguimos chegar ao próximo natal.

Paroles, paroles ...


«Acreditamos que, no longo prazo, a sustentabilidade do Ministério da Saúde depende, em grande medida, da capacidade de alterar comportamentos através de políticas de promoção da saúde e prevenção da doença. Caso contrário, não haverá aumento de financiamento ou redução da despesa suficientes para equilibrar as contas.»
Paulo Macedo, reunião promovida pela OMS, 18.04.13, Oslo.  link

Como alterar comportamentos através de políticas de promoção da saúde e prevenção da doença quando  o desenvolvimento da  rede de CSP estagnou. E o número de  consultas realizadas em 2012 reduziu drasticamente (menos milhão e meio). Quanta promoção da saúde e prevenção da doença ficou por fazer neste ano. O ministro da saúde diz que acredita mas não porfia nem acerta.

É o que sabem fazer ...

A presidente do Conselho de Finanças Públicas lamentou que os cortes já realizados tenham sido "cegos". Portugal tem de enveredar por uma nova estratégia de redução de despesa que aumente a eficiência da economia e que responsabilize os decisores da Administração, não podendo continuar a fazer contraproducentes cortes cegos, defendeu hoje a presidente do Conselho Nacional das Finanças Públicas (CNFP). 
Teodora Cardoso afirmou que "Portugal levou dois anos a fazer cortes cegos, e esse é o maior problema". "Naturalmente que, se houver medidas mais restritivas, essas medidas terão impacto na economia, sobretudo se estas medidas não tiverem ganhos de eficiência. Mas, as medidas restritivas até podem ter impacto positivo na economia se conseguirem ganhos de eficiência, é essa parte que ainda não conseguimos", acrescentou. 
A economista adiantou que os cortes de 1,3 milhões de euros que o Governo terá de realizar após o 'chumbo' do Tribunal Constitucional (TC) de medidas de austeridade previstas no Orçamento do Estado (OE) para 2013 "serão feitos à pressa".link 
Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, DE 15.04.13 

O ministro da Saúde que o diga quando se prepara para lançar mais uma vaga de cortes cegos.

Paulo Macedo promete

Taxas moderadoras sem aumentos.
 "Queria desde já reafirmar que a nossa intenção é que não haja agravamentos na área das taxas moderadoras. A nossa preocupação é minimizar os impactos para os cidadãos", declarou Paulo Macedo aos jornalistas quando questionado sobre novos cortes na área da saúde após o chumbo de normas orçamentais pelo Tribunal Constitucional.link 
JN 15.04.13

Discriminação positiva para a Saúde depois do aumento abrupto das taxas moderadoras em 2011. Responsável pelo afastamento de milhão e meio de utentes dos CSP.

Vencer a crise com o SNS



A intervenção do Cipriano Justo no debate sobre o SNS promovido pelo Congresso Democrático das Alternativas no dia 06.04.13.

Mais cortes a eito


Em resposta ao  chumbo do Tribunal Constitucional, o primeiro-ministro ameaçou com novos cortes da despesa da Segurança Social, Saúde e Educação ...
«Poupança urgente: fechar portas, cortar no pessoal e nos remédios Reformar a rede hospitalar, baixar preços ou até dispensar os mais de 500 médicos com licenças de dez anos são caminhos para reduzir a fatura.
Um corte de 200 milhões de euros deverá ser o contributo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para salvar as contas públicas até ao final do ano. O golpe é profundo e vai exigir eficiência para que as instituições assegurem o indispensável, sem desperdícios.
A urgência na poupança obriga a tomar medidas com efeitos imediatos. “Manter o combate à fraude (que já deu  100 milhões de euros), executar o acordo com a indústria farmacêutica quanto ao consumo de medicamentos hospitalares, redimensionar (até junho) a oferta hospitalar, por exemplo entregando pequenas unidades às misericórdias; e combater a falta de assiduidade que num hospital central significa cerca de 500 a 600 pessoas ausentes”, sugere José Mendes Ribeiro, coordenador do Grupo para a Reforma Hospitalar.
O ex-ministro da Saúde Luís Filipe Pereira junta a redução das horas extraordinárias, um melhor aproveitamento da capacidade do Estado para realizar exames e a entrega de mais unidades aos“ privados.
Revisão da comparticipação de medicamentos “reorientando o sistema em função da eficácia terapêutica; revisão das convenções e a solução para a dependência de fundos públicos  da ADSE e de outros subsistemas”, Adalberto Campos Fernandes.
Fecho ou reconversão de serviços em duplicado ou excessivos. A questão não é tanto o que é preciso fazer , mas a velocidade e o processo que se vai usar. Pedro Pita Barros
... 
Semanário Expresso 13.04.13

Os bitaites e palpites do costume. Muitos tentando puxar a brasa à sua sardinha. 
“A questão não é tanto o que é preciso fazer, mas a velocidade e o processo que se vai usar.” 
Certo. Desde sempre foi assim. 
Sobre este ponto o nosso espanto não cessa de crescer: O que andou o ministro da saúde a fazer este tempo todo?

SNS, melhor gestão precisa-se


«Os doentes já estão a ser afectados»
«Penso que há espaço para introduzir melhor gestão no SNS, mas não há claramente espaço para mais cortes», disse aos jornalistas o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, à saída da sessão na qual Odette Ferreira recebeu o Prémio Nacional da Saúde, no passado dia 8, em Lisboa.
Actualmente, «temos a informação dos nossos colegas de que os doentes já estão a ser afectados», acrescentou o bastonário. O próprio ministro da Saúde reconheceu, lembrou ainda que, com a dimensão dos cortes, poderiam ser afectados o acesso e a qualidade dos cuidados.
José Manuel Silva avalia «com muita preocupação» as declarações do primeiro-ministro de que a área da Saúde seria uma das afectadas pelos cortes. «Certamente que os doentes também estão preocupados. Nós consideramos que há outras alternativas, que não passarão por cortes na área da Saúde. Já está a ser afectado o acesso dos doentes aos cuidados de Urgência e nomeadamente aos cuidados de saúde primários», afirmou o dirigente, admitindo que uma das razões será o aumento das taxas moderadoras; «aumentá-las mais será causticar e castigar ainda mais os doentes de menores recursos, e um doente menos bem tratado ou não tratado vai dar mais despesa ao SNS», avisou.
Acerca das alternativas, disse que são da responsabilidade do Governo, mas adiantou que «provavelmente uma redução de meio ponto percentual na taxa de juro a que Portugal está sujeito compensaria a decisão do Tribunal Constitucional».
TM, 11 de Abril de 2013

Medidas substitutas


A composição das medidas substitutivas (...) tem a ver com contribuições sociais pagas pelos beneficiários de subsídio de desemprego e de subsídio de doença-
Vítor Gaspar, Ministro das Finanças
Os desempregados e doentes beneficiários de subsídios públicos vão mesmo contribuir para tapar o “buraco” do Orçamento do Estado deste ano que foi aberto pelo chumbo do Tribunal Constitucional a várias medidas previstas pelo Governo. A medida foi anunciada pelo ministro das finanças, Vítor Gaspar, aos seus parceiros da zona euro e da União Europeia (UE) durante uma reunião informal, em Dublin, no quadro da sua exposição sobre a forma como o Governo conta obter as economias de 1326 milhões de euros postas em causa pelo TC.
“A composição das medidas substitutivas [das que foram chumbadas] terá que ver com o redesenho de uma medida que o Tribunal Constitucional considerou não preencher os requisitos constitucionais e tem a ver com contribuições sociais pagas pelos beneficiários de subsídio de desemprego e de subsídio de doença”, afirmou Gaspar à imprensa. “Essa medida pode ser redesenhada de forma a minimizar o impacto orçamental”, precisou.
JP 13.04.13

O Governo insiste em cortar na despesa com desempregados e doentes. Não há alternativas?
No dia em que respondeu ao chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas inscritas no Orçamento do Estado deste ano, o primeiro-ministro prometeu novos cortes na despesa da Segurança Social, Saúde e Educação e deixou no ar uma previsão solene: “Não duvido de que aparecerão vozes a protestar que, com isso, estaremos a pôr em causa o Estado social e que o Governo não aprende a lição, parando com a austeridade.” Ontem, o Governo confirmou as piores expectativas, com o ministro das Finanças a assumir que os beneficiários do subsídio de desemprego e do subsídio por doença vão ser alvo de cortes. O que está em causa, pode dizer-se, é o “redesenho” do artigo do Orçamento que previa essas reduções e que os juízes do TC chumbaram por razões formais. Mas a insistência em reduzir esta prestação sem olhar para o universo dos que dela beneficiam é sintoma de que, de facto, o desespero do Governo em encontrar resposta às pressões da troika deixou de ter em consideração o modelo de redistribuição e de previdência que está na base do Estado social. Passos e Gaspar não tinham alternativas, uma vez que a possibilidade de substituir a redução de despesas por um novo aumento da receita fiscal estava fora de causa, pode argumentar-se. É verdade, mas na curtíssima margem de manobra que resta ao executivo vale a pena aceitar o desafio de Passos e protestar contra medidas que põem em causa os desempregados e os doentes. E já nem se põe em causa a impossibilidade de “parar a austeridade”. Pergunta-se, como faz a troika, por que razão continua a haver rendas excessivas ou preços de bens que resistem à concorrência sem que se veja por parte do Governo grande preocupação em encontrar aí alternativas? Passos tem de responder ao chumbo do TC e nessa urgência não havia lugar a medidas simpáticas. A insistência em envolver os mais frágeis vai além da antipatia: é uma brutalidade.
JP 13.04.13, editorial

Saúde, ai aguenta, aguenta !


Hospitais obrigados a refazer contas para acomodar subsídios de férias
A ordem veio da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), através de uma circular link  divulgada nesta quinta-feira: os hospitais e todas as outras entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) são obrigados a refazer as contas de 2012 e dos três primeiros meses deste ano para acomodarem o pagamento dos subsídios de férias aos funcionários, na sequência da recente decisão do Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucional a retirada deste pagamento.
Vários administradores hospitalares contactados pelo PÚBLICO mostram-se muito preocupados com a medida, porque a inclusão desta despesa imprevista nos orçamentos poderá corresponder, na prática, a mais um “corte” das verbas disponíveis em unidades de saúde que já se encontram em situação muito difícil, se não houver um reforço de dinheiro, entretanto.
O pagamento dos subsídios representará, em média, entre 3 a 4% dos orçamentos anuais dos hospitais, especificaram, pedindo o anonimato. “Se forem os hospitais a pagar, isso não será viável. Já acomodamos um subsídio de Natal, deram-nos menos 2,8% de orçamento este ano [comparativamente com 2012] e agora surge esta nova despesa. É impossível. Já há dificuldade em cumprir a lei dos compromissos”, explicou um administrador hospitalar. 
Alexandra Campos, JP 11.04.13  link

Na prática, mais um corte do orçamento. Tal como o ministro prometeu a Saúde continua a ser objecto de discriminação positiva. Desta vez com cheirinho a vingança da decisão do TC. 

Gaspar fecha o país


Pela manhã, o despacho do ministro das Finanças que proíbe a realização de novas despesas sem a sua autorização prévia gerou o alarme entre os responsáveis das instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O Ministério da Saúde (MS) tratou rapidamente de desvalorizar o impacto do despacho sublinhando, em nota, que a maior parte dos hospitais, que são Entidades Públicas Empresariais (EPE), não será afectada "em termos da realização habitual de despesa, por não estarem incluídos no perímetro das contas nacionais".
"E os centros de saúde? E os hospitais do Sector Público Administrativo (SPA), que são poucos mas também têm doentes?", pergunta o deputado socialista e ex-secretário de Estado adjunto da Saúde Manuel Pizarro. Pizarro dá o exemplo do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, que é um hospital SPA. Desdramatizando a situação, o gabinete do ministro sustenta que as instituições do SPA apenas serão "afectadas nas despesas relativas a novos contratos". "Não se antevêem impactos que possam pôr em causa a normal prestação de serviços do SNS à população", garante. "A maioria da aquisição de bens e serviços é efectuada através de contratos que já se encontram firmados, dando lugar a desembolsos mensais que são registados com antecipação de um mês como compromissos nos sistemas da DGO [Direcção-Geral do Orçamento]", recorda o gabinete de Paulo Macedo. "É estranho que um despacho das Finanças tenha de ser traduzido ou explicado pelo ministério da tutela. Afinal, tem consequências ou não serve para nada? Isto é um despacho para consumo da troika", conclui Manuel Pizarro.
"É evidente que [o despacho] nos vai dificultar a vida", acredita o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Porto (uma unidade EPE), Fernando Sollari Allegro. "Não deixarei de comprar tudo o que possa pôr em causa a vida dos doentes nem vamos adiar cirurgias, mas ficará para mais tarde tudo o que puder esperar, como por exemplo a aquisição de equipamentos e os investimentos", diz. "Os hospitais precisam de encomendar produtos todos os dias", acrescenta o médico, que ainda não sabe sequer como vai pagar o subsídio de férias aos funcionários, que não estava orçamentado.
Sollari Allegro lembra também que hoje já há muitos hospitais que não conseguem cumprir a lei dos compromissos (diploma que impede as entidades públicas de assumir novas despesa se não tiverem uma previsão de receita, em três meses, que cubra esses gastos). "Já disse há muito tempo que a lei é incumprível."
O despacho vai provocar "um agravamento ainda mais expressivo das condições de funcionamento" e de "acesso ao SNS", defende também o administrador hospitalar e professor da Escola Nacional de Saúde Pública Adalberto Campos Fernandes. "Esta espiral de dificuldades" tenderá a acentuar os problemas em sectores "como os cuidados de saúde primários e os cuidados continuados" que juntam ao "já muito difícil quadro de funcionamento da rede hospitalar". Estas medidas "reforçam a convicção generalizada de que, no sector da saúde, já teremos ultrapassado há muito os limites mínimos de segurança" nos mecanismos de funcionamento da rede e da "capacidade de responder pelas necessidades das populações".
JP 10.04.13 link

É triste ver Portugal entregue a esta gente incompetente. Paulo Macedo, anunciado ministro das finanças na reserva, tenta desdramatizar a situação. Ou seja, apara os golpes.

Saúde não será poupada


Pedro Passos Coelho, quer reduzir a despesa pública da Saúde
... Para Pedro Pita Barros, os cortes podem acontecer no domínio da reorganização de serviços — incluindo o encerramento de duplicações e reconversão de equipamentos — e “identificação de melhores práticas clínicas e verificação do seu seguimento”.
Resta ainda, diz o economista, “procurar assegurar os objectivos assistenciais com maior flexibilidade e menor despesa”, através de uma redefinição das regras sobre a actividade dos profissionais de saúde, intervindo, por exemplo, na organização das equipas de urgência ou equipas de cirurgia.
Sobre outras possíveis medidas propostas pelos peritos do FMI Pedro Pita Barros mostra-se menos entusiasmado. “As alterações da ADSE estão previstas no memorando de entendimento, mas nada disso vai alterar de forma fundamental a despesa pública. Mas será uma possibilidade de contribuição, uma vez que está já previsto que tem que se tornar auto-sustentável.”
Quanto a um aumento de taxas moderadoras, deixa um sinal vermelho: “Alterar comparticipações e aumento das taxas moderadoras parece-me complicado, por duas razões: primeiro, estamos provavelmente muito perto do limite do que grande parte da população pode pagar num e noutro caso. E, no caso das taxas moderadoras, mesmo que voltem a ser duplicadas, não conseguiriam ser uma componente significativa do financiamento.”
Andrea Cunha Freitas, JP 09.04.13 link

Perdeu-se a oportunidade única do início da legislatura. Paulo Macedo contemporizou com tudo. Cansou-se de encanar a perna à rã.  Esgotado o tempo de feição à reforma de fundo, devidamente pensada, pressionado pelos  acontecimentos, o mais provável, no lugar da reorganização de serviços, e adopção de melhores práticas, é termos mais do mesmo. Mais cortes a eito.
Estou de acordo com PPB relativamente à taxas moderadoras. O seu aumento não aproveita a ninguém. Só se o objectivo do ministro for (hipótese macabra) afastar utentes dos cuidados de saúde poupando no gasto imediato.

Plataforma eletrónica SAP


Assunto: Serviços de informação da rede hospitalar entregues por ajuste direto à empresa alemã SAP
Recentemente, os Conselhos de Administração dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) bem como os respetivos responsáveis pelas tecnologias de informação receberam um ofício, proveniente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), assinado pelo Secretário de Estado da Saúde onde consta que “está em curso o desenvolvimento de um projeto visando implementar uma nova plataforma eletrónica, na área da saúde, que responda às necessidades da administração direta e indireta do estado, bem como do setor público empresarial em matéria de procedimentos e registo de contabilidade geral e analítica, compras, existências, imobilizado, contratos, tesouraria e orçamento.
Este mesmo ofício determina que “todos os serviços do Ministério da Saúde e Entidades do SNS” devem suspender “todos os investimentos em novos desenvolvimentos nos softwares existentes de contabilidade geral e analítica, compras, existências, imobilizado, contratos, tesouraria e orçamento.”
Em causa estará a entrega de todos os serviços de informação do SNS à SAP, uma empresa de software informático com sede em Walldorf, na Alemanha. Este negócio de milhões será efetuado por ajuste direto, sem qualquer concurso público.
Esta situação encerra diversas perplexidades que devem ser esclarecidas. Por um lado, não ser percebe por que motivo o Governo pretende abandonar liminarmente o sistema de informação atualmente em uso e que provem do trabalho desenvolvido ao longo de anos propositadamente para a área da saúde.
Por outro lado, ainda menos claro é o motivo por que se opta pela entrega, sem concurso, deste sistema de informação do SNS a uma empresa estrangeira, deitando por terra todo o trabalho desenvolvido ao longo de anos.
O Bloco de Esquerda considera que esta situação carece de clarificação urgente, a bem da racionalidade e da boa gestão da res publica que sempre deve presidir à atuação de quem governa.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio endereçar ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:
1. O Governo tem conhecimento da situação exposta?
2. O Governo confirma que o sistema de informação do SNS será entregue por ajuste direto à empresa alemã SAP? Em caso de resposta negativa:
- Qual é a plataforma eletrónica (características, custos e implicações futuras) mencionada no ofício da ACSS, assinado pelo Secretário de Estado da Saúde, endereçado aos conselhos de administração dos hospitais bem como aos responsáveis pelas tecnologias de informação?
Em caso de resposta afirmativa:
- Por que motivo optou o Governo por fazer um ajuste direto com a SAP em vez de abrir um concurso público?
- Qual o valor que o Governo prevê pagar à SAP (por ano e também o valor total)?
- Quem/que empresa assegurará a manutenção quotidiana do sistema de informação da SAP? Qual o valor a ser pago por este serviço?
- Quando está previsto que entre em funcionamento o novo sistema de informação?
- Esta aplicação será utilizada em que unidades do SNS?
- O sistema de informação atualmente existente vai ser liminarmente inutilizado? Quanto custou o sistema de informação atualmente em vigor (por ano e também valor total)?
Palácio de São Bento, 4 de abril de 2013.
Helena Pinto e João Semedo  link

Para as negociatas não falta o indispensável carcanhol. E o ajuste directo.

Ministro das arábias


O ministro da saúde, após o episódio "sai não sai" do governo e da mega operação de propaganda  do combate à fraude em parceria com a colega da justiça, viajou para a Arábia Saudita.  link  (com Paulo Macedo, num ápice, a Saúde parece ter-se transformado num antro digno da saga Miami Vice).  link 
Instado pelos jornalistas a comentar o recente chumbo do TC,  Paulo Macedo preferiu nada adiantar.  Certamente a congeminar mais uns tantos cortes a eito destinados a compensar a reposição de subsídios dos funcionários do seu ministério conforme decisão do TC.

Derrota vergonhosa


...Cavaco Silva foi derrotado de forma estrondosa. E a sua falta de estatura moral e política é um peso insuportável para o país. A sua decisão de não pedir a fiscalização preventiva de um orçamento que padecia, ostensivamente, de várias inconstitucionalides, levou a que, no momento em que estão a ser negociadas novas condições com os nossos credores, o país esteja a discutir uma possível queda do Governo e as medidas que terão de ser tomadas para substituir as que foram chumbadas pelo TC. A sucessão de acontecimentos, desde a apresentação do orçamento de Estado, mostra até que ponto esta coligação de direita está a prejudicar o país. O sonho de Sá Carneiro - uma maioria, um Governo, um presidente - é na realidade um pesadelo do qual não vemos maneira de acordar. Cavaco Silva ajudou Passos Coelho a chegar a primeiro-ministro, e é refém voluntário desta decisão, será até ao fim. Ontem, antes de se conhecer a decisão do TC, confirmou isso mesmo, ao afirmar que esta não era a altura de haver eleições. Faça o que o Governo fizer, Cavaco não o vai deixar cair. Podem falhar largamente todas as previsões orçamentais, destruirem a economia, manterem uma atitude de humilhante subserviência perante a UE e os nossos credores, podem apresentar orçamentos não só inexequíveis e mal construídos como ilegais à luz da lei fundamental do país, que Cavaco será o último garante deste Governo. Cavaco não preside aos destinos do país, preside aos seus próprios interesses e aos do partido a que sempre pertenceu. A pátria que se lixe, é um pormenor da grandiosa história pessoal de Cavaco Silva. No nosso momento mais difícil, não temos estadistas, mas sim ratos de porão a comandarem o barco. Triste destino, o nosso. 
Sérgio Lavos 06.04.13 link

... Aliás, se se pudesse falar, a propósito de uma decisão do TC, em vitórias e derrotas, tratar-se-ia de uma derrota clamorosa para o Presidente da República. Porque veio tornar ainda mais claro que deveria ter solicitado a fiscalização preventiva do OE 2013, permitindo que o assunto ficasse resolvido desde janeiro. E porque no seu pedido o PR se concentrava naquilo que considerava ser a grande injustiça sobre os pensionistas com reformas mais elevadas, desvalorizando o corte dos subsídios a funcionários e pensionistas. Outra relativa surpresa do acórdão é "chumbar" a taxa sobre subsídios de doença e desemprego.
Jorge Reis Novais, Constitucionalista  DN 06.04.13  link

O PR não existe e não tomará qualquer iniciativa para protecção dos portugueses. O plano está traçado. Cavaco  faz parte, com Passos Coelho, Gaspar e Portas, da clique de executores do plano de liquidação das conquistas de Abril.

Cheira a Abril


Relvas está de saída: Saio apenas e só por entender que já não tenho condições anímicas para continuar. Sei que só a história me julgará convenientemente e com distância..link
Paulo Macedo diz não ter pedido para sair: O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse ontem não ter pedido ao primeiro-ministro para abandonar o Governo. link
Certo é que a  «demissão de Relvas associada ao que saberemos amanhã da decisão do Tribunal Constitucional, só pode ter uma consequência: a demissão, nos próximos dias, do governo» link

artwork luís veloso

Palavras para quê?


A notícia de hoje do Diário Económico veio dar razão àqueles que, desde há muito tempo, alertaram para a mentira orçamental das contas da saúde. É muito fácil criticar os governos anteriores com um discurso do género “descobrimos a cana para o foguete”. Desde o primeiro orçamento deste governo se percebeu que o exercício político consistia numa desorçamentação extrema e absurda fazendo cavalgar a ideia de um imenso despesismo e de uma grande incompetência gestionária. O tiro saiu pela culatra aos “estrategas” políticos deste governo. 
Cedo se percebeu o agravamento das tendências de endividamento e de sufoco operacional traduzidas em gritantes dificuldades de acesso e de qualidade. A tolerância, nunca vista, da comunicação social foi ajudando a tapar o sol com a peneira. Ao mesmo tempo uns teóricos irrealistas sem nenhuma experiência do terreno ou alguma prova dada no concreto inventavam uns estudos à medida proclamando ganhos potencias de larguíssimas centenas de milhões de euros para ministro e pagode iludir.
Em dia de moção de censura, baixinho e de soslaio é anunciada a capitulação de uma estratégia orçamental meramente administrativista, cega e sem nenhum resultado concreto na despesa estrutural. Para cúmulo ainda mandaram o ex-ministro Luís Filipe Pereira liderar mais um grupo de trabalho para entreter o mais possível a decisão sobre o Hospital Oriental. Aqui assim falamos de gestão danosa – política e económica. Não convém a muitos lobbies fazer o novo hospital porque será reduzir em mais de metade o ganho de muitos interesses e, além disso, comprometeria a sobrevivência dos agónicos operadores privados.
Bem vinda seja a moção de censura ao governo mais incompetente, mais incapaz e mais bluffista da história da Democracia.

Carlos Silva
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Hospitais vão receber balão de oxigénio de 862 milhões de euros 
Diário Económico, Catarina Duarte o3.04.13

Governo vai aumentar capital dos hospitais e libertar verba para pagar dívidas aos fornecedores. 
Os hospitais empresa (EPE) vão receber este ano um balão de oxigénio no valor de 862 milhões de euros. O Ministério da Saúde prepara-se para aumentar o capital dos hospitais EPE que têm fundos próprios negativos em 430 milhões de euros, sabe o Diário Económico.
Por outro lado, serão transferidos para os hospitais outros 432 milhões de euros destinados ao pagamento de dívidas vencidas a fornecedores. O aumento de capital funcionará, no fundo, como um perdão de dívida, através da extinção dos créditos que estas entidades têm junto do Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamentos do SNS, por uma contrapartida de um aumento de capital do Estado nestes mesmos hospitais. Esta medida abrangerá os hospitais com fundos próprios negativos, que são mais de metade dos 33 centros hospitalares existentes hoje no país.
A operação não afectará o valor do défice orçamental porque, de acordo com as regras de Bruxelas, é considerada uma operação sobre activos e passivos. Porém, este tipo de operações financeiras têm um impacto negativo na dívida pública. O Fundo de Apoio aos Pagamentos do SNS foi criado em 2006 com um montante de 200 milhões de euros, mas foi sendo reforçado ao longo dos anos. O fundo é formado por capital público e capital subscrito pelos próprios hospitais EPE. O objectivo era emprestar dinheiro aos hospitais de forma a que estes pudessem garantir os pagamentos atempados aos fornecedores. 

SNS, reforma da rede de cuidados

Ou a arte de bem encanar a perna à rã.
Enquanto este governo “tem-te-não-caias” aguarda pelo chumbo do tribunal constitucional (1), o ministério da saúde, ano e meio após a publicação do relatório Mendes Ribeiro link, nomeou mais dois grupos de trabalho para desenvolver o estudo da reforma da rede. 
1.º Grupo de Trabalho (GT) «para proceder ao desenvolvimento da rede de Centros de Excelência, nomeadamente no que se refere à definição do conceito de Centro de Excelência, aos critérios de identificação e reconhecimento pelo Ministério da Saúde desses Centros, bem como da sua implementação, modelos de financiamento, integração na rede hospitalar e redes de referência.» link 
 2.º GT para avaliar as necessidades de camas de UCI e a situação dos blocos operatórios. 
«Avaliação da capacidade instalada e necessidades nacionais de camas de UCI em Portugal Continental, bem como dos diferentes patamares de articulação com os demais níveis organizativos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).» link 
«Avaliação da situação nacional dos Blocos Operatórios em Portugal Continental, no que se refere aos seguintes itens: (i) analisar comparativamente as diferenças inter -regionais de otimização do BO, considerando os vários indicadores constantes no Relatório Final, (ii) identificar os principais desajustamentos, (iii) identificar as possíveis causas de desajustamento (e.g. adequação de recursos humanos, adequação da produtividade, adequação da capacidade física instalada, adequação da ocupação do BO) e (iv) propor as medidas necessárias com vista à melhoria global do funcionamento dos BO.» link

Lá para Julho / Agosto teremos os relatórios prontos para discussão pública. E as férias de verão. Vai não vai, estaremos em cima do Natal. Se o governo, entretanto, não tiver caído, talvez seja,então, oportuno nomear novo GT. Para melhorar/esclarecer/desenvolver as conclusões dos anteriores relatórios. 
Não será isto excelente demonstração da arte de bem encanar a perna à rã! 

 (1) Portugal está à espera de Cavaco Silva, que está à espera do Governo, que está à espera do chumbo do Tribunal Constitucional a medidas do Orçamento do Estado, que está à espera do chumbo da moção de censura do PS para saber: se vai haver crise política; se vai haver remodelação governamental; que funções vai o Estado Português ter e deixar de ter; que cortes permanentes de despesa pública serão feitos; se o IGCP consegue lançar e colocar uma emissão de Obrigações do Tesouro a dez anos. link
 
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