O presidente do Congresso Nacional sobre Sida, Rui Sarmento e Castro admitiu, no Porto, que «tem havido necessidade de ceder medicamentos para sida» em falta noutros hospitais e, por esse motivo, «há doentes que têm interrompido a terapêutica, o que é mau».
Este infecciologista, que é também director clínico do Hospital Joaquim Urbano, no Porto, revelou, em nome da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da Sida (APECS), a que preside, que foi enviada «já há algum tempo uma carta ao ministro da Saúde», Paulo Macedo, «dando conhecimento da situação [do tratamento da sida] a nível do País» em relação a vários hospitais.
«É um problema que nos aflige, sobretudo porque, como se sabe, o vírus da sida adquire rapidamente resistências e a interrupção dos medicamentos vai criar — hoje, se calhar, menos despesa — seguramente muito mais despesa no futuro, para além da morbilidade e mortalidade», considerou. Muito crítico em relação à política relacionada com o VIH/Sida, Sarmento e Castro lembrou que a situação económica complicada que se vive e a chamada «lei dos compromissos» têm criado «alguns problemas às administrações hospitalares».
TM 14.12.12





0 comments:
Post a Comment