Refundação da Saúde

«A sustentabilidade ou insustentabilidade do SNS, nesta fase, depende sobretudo do que suceder daqui para a frente ao nível do financiamento», alertou Ana Sofia Ferreira, sustentando: «Precisamos de saber quais vão ser os proveitos do SNS nos próximos anos, de ter a ideia da sua previsão e evolução para nos conseguirmos orientar.» Tudo porque, contrapôs, o caminho da «contenção adicional de custos não parece sustentável a médio prazo» — no pressuposto que a «compreensividade» e «universalidade» do Serviço Nacional de Saúde se vão manter. «A outra hipótese será cortar partes do sistema, continuar a cortar nas receitas e exigir um corte adicional nos custos. Mas a sustentabilidade do sistema, tal como ele existe, só é possível com alguma estabilidade do ponto de vista do financiamento. Coisa que não se tem verificado nos anos mais recentes», rematoulink 
Ana Sofia Ferreira , TM 20.11.12

O caminho da sustentabilidade do SNS parece traçado. Entre cortes a eito da despesa e o alijar de serviços e unidades de saúde do sector público para o sector privado (refundação para o sr ministro): «O Governo irá claramente lançar, analisar, estudar e debater as vantagens de prosseguir o caminho da separação entre o público e o privado. Isso é refundação, isso são alterações estruturais do SNS, o qual tem de ser mantido no âmbito do Estado social» ( AR 31.10.12). Paulo Macedo parece determinado em apostar quase tudo na abertura do Hospital de Lisboa Oriental, na reorganização da oferta hospitalar e encerramento dos obsoletos hospitais de Lisboa. 
Quanto ao resto do país (é paisagem), o ministro da saúde pretende levar a cabo a reforma da rede hospitalar prevista no "memorandum da troika" «com algumas mudanças “a ocorrer de forma gradual, por iniciativa dos centros hospitalares — como já aconteceu em Coimbra, ou no Médio Tejo — ou das ARS”.» Tudo com muita cautela, pois, segundo o ministro da saúde este tipo de reorganização “é algo que demora duas legislaturas a fazer”. link 
Como se sairá o ministro da saúde, no seu jeito de bem encanar a perna à râ, deste imbróglio – entalado entre o diletante grupo de fanáticos liberais de pacotilha (passos, gaspar e portas) e os compromissos da troika: a) Final feliz, à "forest gump", com Paulo Macedo como novo herói salvador do SNS; b) Troca de ministro por incumprimento das metas da troika; c) Saída determinada pela contestação popular à politica de refundação da saúde: d) Saída determinada pela necessidade de substituição do ministro das finanças; e) Queda do XIX Governo Constitucional.
Sancho pança, o refundador

Nota: foto DE

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