«O ministério pretende reduzir a despesa com medicamentos, tanto em meio ambulatório como hospitalar, para 1% do Produto Interno Bruto (PIB) já em 2013. Para este ano, a meta situou-se em 1,25%. A tutela diz que a medida estava inscrita no memorando de entendimento com a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).link
Mas o presidente da Apifarma, num encontro com jornalistas, contrapôs ontem que essa percentagem dizia apenas respeito aos medicamentos nas farmácias e não aos que são utilizados nos hospitais. Há também o problema de, com a recessão económica, o PIB português estar a encolher. João Almeida Lopes disse mesmo que a própria Grécia, que enfrenta um plano de ajuda externa, tem a mesma meta de 1% mas só para medicamentos nas farmácias e só em 2014. "O Governo português, claramente, tomou uma opção: ir para além da troika", reiterou.
Perante este cenário, Almeida Lopes disse que a Apifarma vai "honrar" o acordo para este ano, mas não está disponível para renovar o protocolo que assinou em Maio e que previa que, ultrapassados determinados limites de despesa com medicamentos, seriam os próprios laboratórios a ressarcir o Estado dos valores remanescentes (um mecanismo conhecido como payback).»
JP 08.11.12
JP 08.11.12
Com o PIB a derreter-se, o objectivo de reduzir a despesa com medicamentos no próximo ano a 1% do PIB afigura-se missão impossível.





0 comments:
Post a Comment