Saliento que foi possível manter em funcionamento um sistema de saúde que estava em ruptura reforçámos a trajectória de reequilíbrio financeiro, condição necessária à sua sustentabilidade, mantendo uma resposta de qualidade às solicitações dos cidadãos que procuraram o SNS. Este é um ponto essencial. Face às dívidas acumuladas, às ameaças de cortes de fornecedores e ao aumento da procura dos serviços do SNS – devido à diminuição do rendimento disponível e das demais consequências negativas da crise –, conseguimos lançar um conjunto de reformas estruturais nas áreas do medicamento hospitalar, das carreiras médicas, da transparência, das tecnologias de informação, a par de medidas sem precedentes na acreditação de instituições de saúde e de combate à fraude e ao desperdício. Eu acredito no SNS e estes são aspectos cruciais para que este seja mais sustentável.
O que gostaria de fazer até ao fim da legislatura?
Até ao fim da legislatura vamo-nos concentrar na redução da carga da doença, apostando fortemente na saúde pública, aproximando os cuidados de saúde dos cidadãos e reforçando os cuidados primários e continuados.
Por outro lado, continuaremos a reforma hospitalar e a reforma da política do medicamento e investiremos na excelência do conhecimento e na inovação, procurando criar as condições de contexto que potenciem a capacidade e a consolidação do conhecimento existente, em três domínios prioritários: investigação e desenvolvimento, excelência de cuidados e excelência na gestão da informação.
A nível da gestão, caminharemos para a separação do financiamento da prestação de cuidados. Tudo isto concorre para o grande objectivo de aumentar a eficiência na prestação de cuidados de saúde, para criar condições estruturais de forma a que as unidades de saúde sejam sustentáveis no médio e longo prazo.
Entrevista de Paulo Moita de Macedo, Ministro da Saúde, à revista Frontline - julho 2013 link
Segundo o próprio, não fora a sua gestão providencial, o SNS já teria colapsado, kaputt, finito. Lisonjeiro para quem, apesar de tudo, pouco tem feito em relação ao que é necessário fazer para levar a cabo a reforma da Saúde. Mas, salve-se, até ao final da legislatura, "prossegue" a reforma pingo doce da rede hospitalar.





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