O PR não tem margem prá nada

Estamos todos de parabéns

"O problema que se põe é se é adequado que o Presidente da República aceite ministros troca-tintas, que não têm palavra, que têm pouca vergonha na cara" link 
«Para manter o Governo de coligação, Passos Coelho foi obrigado a partilhar poder com o novo vice-primeiro-ministro. Mas ao atribuir-lhe tão decisivas responsabilidades numa coligação que esteve por várias vezes em risco de ruptura por incompatibilidades políticas e pessoais, a situação é, no mínimo, arriscada. Há 30 anos que Portugal não tem experiência de um governo com um vice-primeiro-ministro, pelo que não é fácil tirar lições do passado.» link 
«É claro que se depender de quem comanda, a partir de fora e de dentro, mas sobretudo com a força de fora, a economia política nacional, este governo dura para lá de tudo o que seria previsível, para lá de toda a surpresa. Portas já levou uma lição sobre a autonomia relativa do político: os interesses capitalistas dominantes, a sua base, para os quais a incerteza política é insuportável neste contexto, obrigam-no a recuar, “a ser humilde”, como o aconselhou ainda ontem o seu próspero camarada Nobre Guedes. O efeito paradoxal destes poderes, que aspiram a não ter contra-poderes, é o de prolongar a morbidez por tempo indeterminado, provavelmente até o segundo resgate, com esse ou com outro nome, que será a continuação da mesma lógica, estar definido, até Seguro se ter comprometido com um documento, chame-se-lhe memorando ou não, que o torne apto a “governar”.» link 
«A continuidade deste governo, depois da carta ‘irrevogável' de Portas, precisava de um novo líder no CDS. A recauchutagem de ontem é como certos pneus remendados: o carro ainda pode circular. Mas suspeito que não vai longe.» link 
«Havia uma linha vermelha. Paulo Portas foi muito além dessa linha e, no fim de contas, ganhou tudo o que pretendia ganhar. O Governo evolui de PSD/CDS para CDS/PSD. Maria Luís Alburqueque será uma figura menor ao lado de Portas. Pires de Lima é promovido da Super Bock para o Governo. Pedro Passos Coelho, o triste traste, cede porque sabe que se as eleições fossem daqui a dois meses o PSD cairia para níveis inferiores ao PSD de Santana Lopes e a seguir nem conseguiria arranjar emprego nas empresas do antigo padrinho Ângelo Correia. O país, esse, vai continuar a sofrer com o pior conjunto de crápulas da história da democracia. Estamos todos de parabéns.»   link 
«Eu não tenho medo e (acho que) quero um segundo resgate, com outro nome e sem troika. Como conseguir isso? Com eleições. Vamos por partes. Manuela Ferreira Leite levantou a lebre que mostra a saída de Gaspar associada à necessidade de um segundo resgate. Segundo ela, Gaspar pode ter saído para não ser tido como responsável pelo novo resgate, causando ainda a dúvida de que este seria consequência da sua saída. E Portas seguiu-o rapidamente, pelas mesmas razões, disse também. Faz sentido, essa coisa do segundo resgate: a economia e as finanças estão piores do que há dois anos, quando veio o primeiro que, recordemos, foi menor do que o necessário. E as eleições? As eleições são para mostrar que há força política para negociar, aproveitando a onda anti-troika nas instâncias europeias. Fácil? Claro que não. Nada é fácil. Mas é possível. O pior de tudo é ter medo e ceder às pressões do medo.»  link

Abril, estudos/trabalhos mil

1.º Relatório de Primavera 2013 - duas faces da saúde link 
2.º Infecção VIH/SIDA:a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2012 link 
3.º Execução Financeira Avançada Março 2013 link 
4.º Monitorização mensal da actividade assistencial | março 2013 link 
5.º Relatório da Actividade em Cirurgia Programada 2012 link 
6.º Novo regime jurídico das taxas moderadoras link 
7.º Acesso, concorrência e qualidade do sector convencionado com o SNS – Análises clínicas, diálise, medicina física e de reabilitação e radiologia link 
8.º Relatório de Benchmarking | hospitais EPE e PPP dados a 31 de dezembro de 2012 link 
Relatório de Benchmarking – documento enquadrador link 
9.º Guia das boas práticas para o sector da saúde link 
10.º Relatório sobre as causas da diminuição das colheitas e transplantação de órgãos link 
11.º Impacto das taxas moderadoras na utilização de serviços de saúde link

Fica sempre a dúvida porque o ministro da saúde não esteve presente na cerimónia de apresentação do RP 2013

Comentário à análise da ERS

 “Novo regime jurídico das taxas moderadoras”
1.Em minha opinião este trabalho foi muito bem desenhado e melhor executado.
Gostei muito: Metodologia usada, sínteses do enquadramento e da teoria sobre “cost-sharing”; Rigor e exaustividade da análise, incluindo verificação dos procedimentos instituídos e dos problemas e reclamações que suscitaram; Objectividade e isenção da análise e das conclusões. 

2. Algumas sugestões
2.1.As alterações às taxas moderadoras ( TM) vieram melhorar a sua eficácia, considerando como critério os 3 motivos para as ter - reduzir o consumo desnecessário/inapropriado, contribuir para o financiamento e para a sustentação do sistema, aumentar a equidade?
a) Melhorou a apropriação do SU (% urgentes) e com isso caminhamos para reduzir a aberração dos”bancos” mas qual o efeito nos CSP e atendimentos programados? Há sinais de insuficiência global de oferta? Houve alguma reafectação de profissionais de saúde para reajustar a oferta? Porque não houve um aumento significativo de CE presenciais nos CSP?
b) O efeito % das TM nas finanças do SNS é pequeno, mas quando conjugado com a redução de custos em serviços a sustentabilidade melhora e muito;
c)Como a cobrança efectiva aumentou bastante pode concluir-se que há agora maior equidade fiscal, entre consumidores e contribuintes (quando os consumidores não pagavam a conta ficava para os contribuintes). Equidade territorial- nas grandes cidades houve redução no sobreconsumo de SU e consultas (CE) hospitalares? Qual o efeito das TM na substituição de actos no SNS por consumo em privados, via ADSE e subsistemas?
2.2. Deveria ter-se trabalhado melhor a explicitação das questões e conclusões bem como da sua ligação à comunicação pública.
2.3. O erro principal do MS foi não promover o aumento de actos em CSP. Primeiro havia que expandir a oferta para substituir o recurso excessivo aos hospitais. Depois as TM em CSP devem ser ZERO na CE de enfermagem e muito pequenas na médica. Só assim se garante acesso apropriado a prevenção e promoção, se promove a substituição de cuidados hospitalares e se evita aí a inapropriação. As CE não presenciais são muito importantes, nomeadamente as telefónicas, para acesso imediato e evitar idas ao SU - TM deve ser simbólica.
Ter aumentos de 122% e 163% nas TM de CSP não é aceitável.

3. Questões para discussão
3.1. As TM visam essencialmente o utente mas também o prescritor.
Em muito actos o doente não decide em exclusivo mas influencia o prescritor para decisão de prescrever, ex MCDT, ou para omissão, ex. não dar alta. Depois muitos MCDT são difíceis de controlar pelo SNS – quantos prescrever, qual foi feito, qualidade – e aí as TM podem ajudar.
3.2. Houve aumento de CE não presenciais que substituíram as presenciais/? Duvido. Provavelmente o que aumentou foi o registo daquelas, devido á maior atenção que o rigor dos procedimentos das TM trouxeram.
3.3. Houve redução da procura do SNS que foi induzida pelas TM? A relação não é fácil de estabelecer pois há vários fatores que confundem: crise económica e redução do rendimento das famílias, incluindo maior nº de desempregados sem subsídio; maior dificuldade de transportes (restrições na gratuitidade em saúde, aumento de tarifas nos transportes públicos); risco de perder o emprego leva a recusar e adiar CE; maior recurso a privados via ADSE; maior rigor na identificação (quanto a TM) e no registo de actos – ex. hospitais registam agora mais CE por passagem de atestado e receituário.

Arreganha a Taxa

O Novo Regime das Taxas Moderadoras link

Plenipotenciário

Paulo Macedo representa Governo em debate sobre dívida pública e austeridade
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, vai representar o Governo PSD/CDS-PP na interpelação parlamentar do BE de quinta-feira sobre “a insustentabilidade da dívida pública e a política de austeridade”. link 
JP 03.07.13
Paulo Macedo um senhor ministro num governo liderado por putos
drfeelgood

Medicamento Maio 2013

«Encargos do SNS:
• desde abril que integram as comparticipações dos medicamentos adquiridos por beneficiários da ADSE e dos sistemas de assistência na doença da GNR e PSP;
• mesmo com esta inclusão, continuam a registar uma diminuição de 8% face ao período jan-mai 2012.» link

Paulo Macedo, super candidato

«Mal se soube que Vítor Gaspar pedira a demissão do actual Governo, o nome de Paulo Macedo foi logo apontado como o homem que se segue na pasta das Finanças.» linklink 
Pouco tempo depois, os meios de comunicação davam conta pesarosos que, afinal: «Não se concretiza assim a informação adiantada anteriormente que dava conta que seria Paulo Macedo, actual ministro da Saúde, a tomar conta da pasta das Finanças» link 
Definitivamente, Paulo Macedo em alta. Pau para toda a obra. Digo, para qualquer qualquer função ou cargo político deste governo. 
Entende-se agora melhor que PM tenha trocado um cargo altamente remunerado pela missão na Saúde. A ambição de carreira política estava na calha.
dr feelgood
 
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