Distribuição de medicamentos


Como uma grandiloquente tirada à Churchil revela 'outras' intenções…
“É mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo”. Trata-se de um conhecido aforismo cuja aplicação ao momento que se vive em Portugal relativo ao ‘racionamento’ de fármacos, nos hospitais do SNS, assenta que nem uma luva.
As denúncias que surgem das associações de doentes link, dos médicos (e da respectiva Ordem) linke Secretário(s) de Estado link) quer de organismos dele dependente (Infarmed).
Acresce a este facto à partida gravíssimo o tipo de doentes que estão a ser afectados: os oncológicos, doenças infecciosas consumptivas (hepatite C) e os portadores de doenças degenerativas, altamente incapacitantes (AR) link.
As restrições, i. é., o ‘racionamento’, a fazer fé nas declarações do ex-presidente do colégio da especialidade de Oncologia atingem já medicamentos ‘de uso corrente no cancro’ link.Assim, a ínvia desculpa do INFARMED de que os problemas estariam circunscritos a novos fármacos, em fase de avaliação prévia (sendo necessária uma ‘autorização de utilização excepcional’), mais parece o caso da árvore próxima que esconde a floresta.
Esta vergonhosa e espúria realidade, serve, porém, para alimentar outras polémicas e atingir objectivos menos claros.
Na realidade, começa a emergir a suspeição se o CNECV, com o seu parecer link , não só serviu para ‘fundamentar’ cortes do MS (o designado ‘racionamento de custos’) que se traduzem em barreiras no acesso a medicamentos mais onerosos (caso das patologias que são expressas na encomenda) como, por outro lado, será uma arma de arremesso para debilitar a Ordem dos Médicos que tem questionado – embora com alguns erros – as restrições nesta área que estão sob implacável escrutínio profissional, mediático e, até, popular (uma realidade de que o MS não terá apercebido).
Os recentes problemas relativos ao Conselho de Ética da OM, a quem foi solicitado que se pronunciasse sobre o parecer do CNECV, bem como denúncias avulsas de conflitos de interesses, são a ponta do iceberg desta escalada que, dia a dia, mostra estar, acima de tudo, empenhada na remoção dos obstáculos que interponham à ‘saga do racionamento’ orçamental ‘custe o que custar’ link.
Aliás, significativo das intenções subjacentes é o facto de apesar da celeuma entre os conceitos de racionamento versus racionalização nunca o CNEVM se mostrou disposto a emendar (ou clarificar) o parecer tornando-o transparente para o solicitador [MS], claro e rigoroso para os profissionais e, finalmente, inteligível pelos cidadãos.
Igual ‘resiliência’ (um termo em voga) foi exibida em relação ao afloramento de um ‘eutanásico’ racionamento de medicamentos em função da idade dos doentes que o parecer do Conselho irresponsavelmente se intrometeu sem deixar clara e transparente qual a sua posição (ou oposição?).
No meio das confusões instaladas existe um outro lado, o das vítimas, isto é, dos utentes, que são o sujeito (passivo) destas ‘guerras’ e estão no fim da linha.
Quando recentemente o presidente do CNECV declarou que: ‘Nunca tão poucos fizeram tão mal em tão pouco tempo…’ link,pretendia referir-se aos dirigentes da OM, mas a adequada tirada poderia ser outra; ‘Nunca tão poucos fizeram tão mal em tão pouco tempo… a tantos (utentes)’.
Esta, aliás, deveria ser a ponderada constatação de todos os intervenientes.
E-Pá! 

O Presidente do Norte

O presidente do conselho de administração (CA) do Hospital de S. João, no Porto, continua debaixo de fogo. Desta vez as críticas têm a assinatura do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), que acusou António Ferreira de ter proferido “declarações alarmistas” que “mancharam a imagem da instituição e do Serviço Nacional de Saúde [SNS] junto da opinião pública”. link
“Os médicos do Hospital de S. João esperavam certamente do doutor António Ferreira informações mais rigorosas e um maior reconhecimento do trabalho da maioria dos profissionais ao longo do seu mandato”, afirma o SMN em comunicado.
Esta semana no programa Olhos nos Olhos da TVI 24, o médico admitiu a “redução de 20% dos recursos humanos do hospital, se tivesse os restantes profissionais em dedicação exclusiva e se pudesse pagar intensivos”. O administrador considera que a unidade que dirige poderia prescindir de mais de mil profissionais com a mudança de algumas regras, como os restantes trabalhadores passarem a trabalhar em regime de exclusividade e com contratos de 40 horas semanais.
O SMN analisou atentamente as declarações e considerou que António Ferreira demonstrou “falta de objectividade” e “vaidade de ‘administrador bem sucedido’”, evidenciando “uma certa colagem ao poder (...)”. Segundo o comunicado, o presidente do CA do S. João “enredou-se em elucubrações sobre um possível sobredimensionamento dos recursos do hospital que, procurando ignorar a realidade concreta da política de saúde que tem sido implementada pelos diferentes governos, só veio adensar as legítimas preocupações de todos os grupos profissionais da instituição”.
No Hospital de S. João trabalham 5600 profissionais e destes apenas 188 têm dedicação exclusiva ao hospital, sendo todos médicos, segundo informação avançada ao PÚBLICO pelo gabinete de comunicação daquele estabelecimento hospitalar.
JP 11.01.12
O SMN não gostou e muito bem das palhaçadas do presidente do S. João.

Ao que isto chegou...




O estado a que chegámos em banda desenhada.
Tavisto

Dá para tudo...

E a suprema hipocrisia de ousar citar uma resolução do Tribunal Constitucional [a] para ‘justificar’ a 'enorme' subida das 'taxas moderadoras' quando o texto do relatório FMI, na sua globalidade, é um insultuoso atropelo aos mais elementares preceitos constitucionais?
[a]- ... While the taxas moderadoras have been increased sharply since 2010, they are expected to generate no more that €160 million in revenues in 2012.
80 A past Constitutional Court ruling established 1/3 as the maximum cost recovery threshold, a level much higher than the taxas moderadoras that are currently being charged. More cost-sharing would help to address concerns about overconsumption while observing the Constitutional constraints...(Pág. 73) link

Por encomenda


INTERNATIONAL MONETARY FUND

PORTUGAL, PREFACE
At the request of the Portuguese authorities In drafting this report, the team benefited greatly from discussions with Ministers and/orState Secretaries from all 11 ministries as well as their staffs, and with variousrepresentatives of other organizations. Specifically, the mission met with Ministers of StateVítor Gaspar (Finance) and Paulo Portas (Foreign Affairs); Ministers José Pedro Aguiar-Branco (National Defense), Miguel Macedo (Internal Administration), Paula Teixeira daCruz (Justice), Álvaro Santos Pereira (Economy and Employment), Assunção Cristas(Agriculture, Sea, Environment, and Spatial Planning), Paulo Macedo (Health), Nuno Crato(Education and Science), and Pedro Mota Soares (Solidarity and Social Security); and Secretaries of State Carlos Moedas (Prime Minister’s Office) and Paulo Simões Júlio (Minister Assistant of Parliamentary Affairs). The mission team greatly benefitted from theguidance provided by State Secretaries Luís Morais Sarmento and Helder Rosalino of theMinistry of Finance, and Miguel Morais Leitão of the Ministry of Foreign Affairs. The team would like to express its sincere appreciation for the excellent discussions and feedback provided by the government officials it met with. It would like to express its gratitude to the staff of ESAME for its outstanding coordination and logistical help during the team’s stay in Lisbon.
……………………………
O Governo pediu, o FMI aceitou, os membros do governo colaboraram, e o que ainda resta do Estado de Direito Social está à mercê desta camarilha de políticos medíocres e incompetentes.

E nós deixamos! 

Tavisto

Extermínio


É isto que o pessoal do FMI quer dinamitar. Uns tugas pobretanas com um serviço de saúde desta qualidade, aonde já se viu ? Com a ajuda dos vendidos Passos & compª, o futuro do SNS é cada vez mais preocupante. Temos de sair à rua. Queimar as bíblias liberais pacotilha. E correr com os vendilhões. Morte ao FMI. Pim!

Portugal, RETHINKING THE STATE—SELECTED EXPENDITURE REFORM OPTIONS  link  , Gerd Schwartz, Paulo Lopes, Carlos Mulas Granados, Emily Sinnott,  Mauricio Soto, and Platon Tinios
Segundo estes senhores , as taxas moderadoras em Portugal  são “relativamente reduzidas” sendo possível aumentar o seu valor até um terço do custo do serviço, sem infringir a lei constitucional. Na urgência de um hospital central, por exemplo,  as taxas poderiam duplicar, até 40 euros, dado o preço do atendimento estar avaliado em 121,81 euros. Na prática, o acesso aos hospitais privados passaria a ser mais barato. Sem dúvida um poderoso instrumento de dinamização do processo de privatização do SNS. link

A DGS continua a estudar...

Estaremos à beira de mais um 'nado-morto'?...
A taxa de mortalidade infantil (neonatal) aumentou durante 2011 link o que sendo uma não sendo uma ‘absoluta’ inversão de tendência (será uma ‘oscilação’?), representa um inequívoco 'sinal de alarme' em relação a um fantástico percurso trilhado na última dezena de anos.
A atitude defensiva adoptada pela DGS que prefere esperar por dados de 2012, para ‘confirmar’ a dinâmica destes dados não é prudência nem aquilo porque pretende fazer passar: desdramatização. Será antes a natural preocupação que uma mudança neste indicador possa representar a ruína daquilo que tem sido sistematicamente apregoado: “os cortes são racionais e a qualidade está garantida”!
Na verdade, cinco semanas após a divulgação desta notícia link, a DGS continua laboriosamente a ‘estudar’…
Provavelmente estará a aconselhar-se com o campeão de todas as prevenções link– o excelso secretário de Estado Fernando Leal da Costa – para conferir 'sustentabilidade' à já tardia explicação.
No tempo em que as raposas têm por incumbência guardar os galinheiros linknão seria avisado nomear (mais) uma comissão para estudar este problema?. Ou melhor, não seria politicamente correcto ‘implementar’ a natividade de mais uma comissão?
Já agora - e para acalmar as hostes – porque não um grupo de trabalho independente e idóneo integrando técnicos de saúde materno-infantil, epidemiologistas, especialistas em saúde pública e, fundamental, com total evicção de ‘carreiristas políticos’ (oriundos de todas e quaisquer 'jotas').
Enfim, um grupo capaz de diagnosticar os problemas e produzir uma análise retrospectiva sobre este importante ‘alerta’ e que - já que estamos no âmbito da saúde materno-infantil - não tenha qualquer semelhança com um lamentável e trágico nado-morto…
e-pá!
 
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