A vaquinha da ADSE


começa a emagrecer...
Depois de andar a pagar aos privados com o calote sistemático aos hospitais públicos, de fechar os olhos à aldrabice das consultas em saldo compensadas com generosas margens noutras prestações vem agora a triste notícia da harmonização dos preços com o SNS. E ainda a procissão vai no adro. Se o Ministro decidir fazer a agulha da luta contra a fraude nesta área vai ter surpresas muito interessantes e uns bons milhões a mais de folga...

..."Ministério da Saúde poupou 33,6 milhões de euros em despesas da ADSE desde agosto
Menos 29 por cento do que se fossem aplicadas as tabelas não uniformizadas da ADSE.
O plano de uniformização de preços de despesas médicas entre a ADSE e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) permitiu a poupança de 33,6 milhões de euros, até 30 de junho, em patologia clínica, radiologia e medicina nuclear.
Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na quarta-feira, a ADSE - Direção-Geral de Proteção Social dos Trabalhadores em Funções Públicas pagou, aos prestadores privados, 82.507.694 milhões de euros (ME) em despesas naquelas três áreas, desde agosto de 2012.Este montante - que representa menos 29 por cento do que se fossem aplicadas as tabelas não uniformizadas da ADSE -, refere-se a pagamentos de despesas desde 01 de agosto de 2012, no caso de patologia clínica, desde outubro do mesmo ano, na radiologia, e desde 01 de março deste ano, na medicina nuclear (inclui radioterapia.
Na patologia clínica, as despesas pagas consoante as tabelas do SNS permitiram uma poupança de 20,4 por cento, em relação aos valores anteriores de referência da ADSE.
A variação foi mais acentuada em radiologia, uma vez que a harmonização de preços entre a tabela ADSE e o SNS foi de menos 38,9 por cento, ou seja, uma poupança de 25.489.313 ME.Na medicina nuclear, registou-se uma variação positiva de 128,9 por cento, justificada pela inclusão dos radiofármacos nas técnicas imagiológicas, utilizadas nas prestações de serviços. Anteriormente, os radiofármacos, com pequenas quantidades de isótopos radioativos, eram pagos além do preço estipulado em tabela a preço de custo, e a ADSE ressarcia o custo direto de acordo com cada prestador de serviço.Os novos preços dos radiofármacos foram fixados de acordo com informação de auditoria da Inspeção Geral de Atividades em Saúde, junto dos prestadores públicos e privados.Nas três áreas, a despesa bruta, caso fosse aplicada a tabela anterior da ADSE seria de 116.150.9560 ME, mas a harmonização permitiu pagar apenas 82.507.694 ME, de acordo com os números do Ministério da Saúde, divulgados na quarta-feira.Ainda não são conhecidos os números relativos a cirurgia e outras áreas médicas"...  link

Olinda

CSP, recuperam consultas médicas ...

No período Jan-Mar 2013, os CSP realizaram menos  552.340 consultas médicas em relação a igual período do ano anterior.  link 
No período Jan-Abr 2013, os CSP realizaram menos 194.724 consultas médicas em relação ao período homólogo de 2012. Ou seja, a não haver engano, os CSP recuperaram no último mês 357.616 consultas. Um verdadeiro milagre da multiplicação dos pães . link
A confirmar-se este feito, estamos perante a prova que faltava para ilibar o aumento das taxas moderadoras de todos os males. Isto, depois do notável esforço do Pedro Pita Barros.link
Clara

Acima das nossas possibilidades

O 'filme' que nos querem impingir até ao fim...
É fácil - para não dizer fastidioso - prever a 'reacção' dos responsáveis pela Saúde em Portugal.
Não andará longe 'disto':
- Não tardará a aparecer um qualquer pândego acoitado na João Crisóstomo a perorar que estávamos (tal como a Espanha) a colher e a transplantar 'acima das nossas possibilidades'.
- Depois, o MS não deixará passar esta oportunidade para encarar estes dados pelo lado da sustentabilidade do 'modelo social'. E de imediato 'elogiar' (contabilizar) os efeitos destas 'novas' situações sobre a CGA e a CNP e a sua 'viabilidade financeira'.
- Todavia, dentro daquela máxima de que só existe uma 'real' alternativa que oscilará entre brutais e cegas regressões (cortes) e fecho puro e simples do SNS, Paulo Macedo, concluirá ufano que o seu 'ajustamento' está a dar resultados e deverá, portanto, prosseguir (ou ser intensificado).
- De resto, concluirão estes insanos 'resgatadores' que os 5 anos de retrocesso detectados estão em absoluta convergência com o período de recessão económica... o que demonstra a 'harmonia' do processo em curso.
Resumindo e concluindo:

Por quanto tempo mais vamos contemporizar com uma insuportável 'lógica económica' apostada em derrubar impiedosamente o País, as pessoas, as instituições e os serviços?

E Pá!

As pessoas perderam a esperança

Crise é gatilho que faz disparar homicídios
O número de homicídios está a crescer e com um cada vez maior desprezo pela vida humana. Para Carlos Poiares, psicólogo forense, a culpa é da crise. "As pessoas perderam a esperança", diz.
Os sinais de alarme quanto aos números começaram em 2012, mas a tendência manteve-se no primeiro trimestre deste ano, com uma subida de 20%. E os dados recolhidos pelo JN dão conta de que a aritmética da morte já vai, este ano, em 71 homicídios, até ontem, mais oito do que o registado no ano passado, até ao final deste mês. O último caso aconteceu ontem, em Loures.
JN 16-07-2013

É este o reverso da medalha. Portugal é mesmo um país em sofrimento e, tudo o indica, em elevado risco de desagregação.

Tavisto

Crise leva n.º de transplantes a regredir 5 anos


Extracto de artigo hoje publicado no DN (pp. 14-15): ‘As dificuldades financeiras na Europa levaram à redução de transplantes, denunciam especialistas internacionais. Portugal e a Grécia são apresentados como exemplos dos efeitos da crise, só que os gregos realizavam poucas destas cirurgias, já os portugueses estavam entre os cinco países com mais doações por habitante. A Comissão Europeia considera a situação preocupante e pediu estudos aos países. O Governo tem um primeiro diagnóstico: o número insuficiente de profissionais, a instabilidade das equipas, a diminuição do preço das horas extraordinárias e a redução de camas são algumas das causas apontadas pelos serviços. (…) 
 O decréscimo de colheitas em cadáveres é um problema europeu, mas a diminuição é particularmente visível nos países intervencionados. Portugal atingiu o pico de colheitas em em 2009, quando a proporção era de 31 doações para um milhão de habitantes, mas em 2011 regressou aos valores de 2007, com uma taxa de 23,9. As recolhas e os transplantes diminuíram 19% de 2011 para 2012 e, nos primeiros cinco meses deste ano, voltaram a baixar, menos 8% de transplantes e 6% de órgãos.’ 
Apesar da propaganda, é melhor começar a olhar para o que Paulo Macedo anda a fazer na Saúde. 
Miguel Abrantes, Câmara Corporativa 

"Colheita e Transplantação de Órgãos Resumo da actividade Janeiro a Maio de 2013"  link 
"Relatório sobre as causas da diminuição das colheitas e transplantação de órgãos"  link

Encerramento da MAC

Um insano desperdício 
Tem-se tornado habitual a concretização de medidas polémicas, que suscitam forte reacção social, durante o tempo de férias, garantindo assim quase nula intervenção de quem é atingido pelas suas consequências. Refiro explicitamente a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e a notícia vinda a público de que a transferência dos serviços de urgência e de cuidados intensivos neonatais far-se-ia no final de Julho link, e relembro que o trabalho desenvolvido neste último serviço é considerado de excelência, o que eu própria, como mãe de gémeos que aí se encontram, posso vivamente testemunhar, juntamente com o meu marido e tantos outros casais que aí acompanham os seus filhos. É lamentável que a obsessão com o fecho da MAC descure o cuidado que é imperioso ter numa transferência de serviços, tratando-se sobretudo de neonatologia. Não ignora a administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) que Julho e Agosto são meses de férias e que muito pessoal se encontra ausente, situação que desaconselha vivamente uma transferência que exige uma imensa segurança e vigilância no trabalho a realizar. Estes senhores nunca passaram pela neonatologia da MAC e por isso desconhecem a luta que ali se trava pela Vida. Muito menos têm em conta, e lamenta-se a sua insensibilidade, as muitas histórias contadas por pais, médicos, enfermeiros e auxiliares sobre a força que estes bebés, tão pequeninos, nos transmitem ao longo de semanas, em que cada dia é uma vitória para o seu crescimento. Imperioso é que refira a dedicação e o empenho com que todos sem excepção trabalham neste serviço, revelando a grandeza que guarda o verbo “servir”. Nós, pais, de olhar e de ouvido sempre atentos, quantas vezes em sobressalto perante os inúmeros avisos das máquinas, testemunhamos a paciência dos enfermeiros em explicar-nos o significado de tudo o que rodeia os nossos filhos para que não nos atormentemos desnecessariamente com este ou com aquele ruído súbito ou contínuo.
Revoltante é observar que um serviço avaliado como excelente, entre os melhores da Europa, e, obviamente, fruto de um aturado estudo e trabalho de anos, na formação de equipas coesas, em que o mínimo pormenor de actuação não é descurado, e em que o profundo respeito pelos casais se evidencia ao longo dos dias que aí passam, se desmembre, perdendo-se irremediavelmente. Com efeito, o objectivo parece ser o de querer destruir todo este excelente trabalho de equipa que beneficia e se dirige a todos sem excepção. A este propósito dei comigo a pensar que, talvez por isso mesmo, o anunciado fecho da MAC (no qual não queremos acreditar) queira significar que não nos podemos habituar a serviços públicos de excelência.
É impossível esquecer o papel precursor da MAC, a nível nacional, em neonatologia, bem como a visão holística que caracteriza a actividade que desenvolve, em que todos os casos têm um acompanhamento pluridisciplinar envolvendo os diversos serviços de uma forma integrada (ginecologia/obstetrícia, pediatria/ neonatologia, não sendo descurado o acompanhamento psicológico).
Como se explica também a avultada quantia gasta na remodelação do Serviço de Neonatologia há cerca de seis anos, e o seu insano desperdício com o anúncio do encerramento da MAC ? Tem igualmente seis anos o Banco de Leite Humano da MAC, do qual, em caso de necessidade, usufruem todos os bebés internados. Paradoxalmente, este serviço imprescindível não existe nos serviços de neonatologia dos hospitais de Santa Maria e de S. Francisco Xavier conforme soube, tendo recebido a informação que “infelizmente ele só existia na MAC”.
Qualquer que seja a decisão da Justiça em relação à providência cautelar, será que ainda podemos contar com um acto de lucidez por parte do senhor ministro da Saúde?
Maria Vieira Raposo, geógrafa
JP 14.07.13

Casos de tuberculose têm aumentado em Lisboa

«Os dados ainda são provisórios, mas indicam uma tendência de crescimento dos casos de tuberculose na cidade de Lisboa, constatou o director do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Tavares, na apresentação de "Retrato da Saúde em Lisboa", um estudo que ontem foi apresentado no edifício dos Paços do Concelho. A subida do número de casos desta doença pode ser um sintoma da crise, disse. 
Desde 2002 que a taxa de incidência de tuberculose tem vindo a descer, quer em toda a região de Lisboa e Vale do Tejo (que inclui 52 concelhos), quer apenas no concelho de Lisboa. No ano passado confirmou-se a descida. Mas “em 2013 está a registar-se uma inversão desta tendência”, refere o documento, que ontem foi tornado público e que foi encomendado pela câmara para servir de base à construção do Perfil e do Plano de Saúde Municipal. 
Os dados citados por António Tavares, que é também delegado de saúde regional de Lisboa e Vale do Tejo, dizem respeito ao primeiro semestre deste ano e são ainda provisórios, mas apontam para uma taxa de incidência de tuberculose de 21,6 casos por 100 mil habitantes em Portugal continental, de 30 por 100 mil na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e de 41 por 100 mil habitantes no concelho de Lisboa. Para António Tavares, este aumento de “pequenos surtos de tuberculose na cidade terá muito a ver com a crise”, notando que a pobreza leva ao aumento do risco de doenças infecciosas. A este factor podem somar-se “algumas ineficiências dos próprios serviços de saúde”, admite. 
Cerca de 25% dos novos casos de tuberculose ocorrem associados a doentes com sida, e cerca de 30% referem-se a estrangeiros. Em Lisboa, como no resto do país, a maioria dos casos notificados dizem respeito a homens entre os 35 e os 44 anos.» ...
JP 13.07.13

"Retrato da Saúde em Lisboa" link 
«Em Portugal, a taxa de Incidência de tuberculose foi de 21,6/100 000 habitantes e no território da ARSLVT de cerca de 30/ 100 000 habitantes, e no Concelho de Lisboa 41/100 000 habitantes (SVIG-TB; Dados provisórios, consulta a 3-6-2013; Denominador – estimativas da população residente 2011). Desde 2002 que esta taxa tem apresentado uma tendência decrescente quer na ARSLVT quer no Concelho de Lisboa. Contudo, em 2013 está a registar-se uma inversão desta tendência.» 
Apesar dos estudos publicados falta conhecer a verdadeira dimensão da catástrofe provocada na Saúde pela crise e pela política de cortes a eito.
 
andPOP-saudesa © 2010 | Designed by Chica Blogger | Back to top
ban nha mat pho ha noi bán nhà mặt phố hà nội