Ministro das finanças irresponsável

É a economia, estúpido !

Por favor, deixem-nos respirar! 
Chegamos, enfim, ao patamar inevitável: toda a gente volta a falar da economia. Mesmo os que fizeram carreira pública vistosa e sonante a declarar que se cortasse, cortasse, se embaratecesse o Estado, se depenasse o trabalho, se condenasse o consumo, se punisse o bem-estar, se erradicasse o investimento público, se castigasse a “vida acima das nossas possibilidades”, se endeusassem as finanças públicas, nos submetêssemos a pobres credores afrontados pela nossa irresponsabilidade – mesmo estes, começam a chegar ao essencial. Começam a ter conhecimento que uma economia ferida de morte é um quadro cruel e sem solução: não apenas para os perseguidos, os que vivem do trabalho e estão na esfera pública, mas para todos. Podemos, enfim, substituir os culpados. E encontrar os culpados reais: o Governo, as medidas insensatas, carentes do mínimo de sensatez. Os obcecados criaram o seu circo. E ele está a arder. Eis os resultados: desemprego massivo, empobrecimento devastador, desconsideração dos serviços públicos, empresas desorientadas pelo sufoco, receita fiscal a cair a pique. Perturbador é o que os insensatos continuam a fazer: impostos injustos que minam gravemente a progressividade de qualquer sistema fiscal digno (é isso o que a nova taxa única sobre o trabalho significa); transferência directa de dinheiro dos bolsos do trabalho para as empresas, com consequências obviamente inúteis na criação de emprego; desafio ostensivo ao Tribunal Constitucional; aprofundamento do estado comatoso do sistema económico; afronta às bases mínimas da coesão social. Já terão entendido, com este desenho, o que é a economia? 
José Reis, JP 12.09.12

Escândalo na ARS-Norte (7)

Sucedem-se os episódios da nomeação escandalosa dos Directores Executivos dos ACES da ARS-Norte. Atentem no nível desta gente, segundo o Jornal Público:
A directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde do Grande Porto 1 (ACES), de Santo Tirso/Trofa, Custódia Manuela de Magalhães link, não entende a perseguição que lhe estão a fazer para a demitir do cargo que ocupa há dois meses e acusa a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte de estar a actuar de má-fé, por esta não lhe ter enviado a carta que o presidente da Câmara de Esposende escreveu à ARS e que desmente algumas das informações que constam do seu currículo. “A ARS tomou uma decisão com base numa denúncia caluniosa contra mim feita pelo presidente da Câmara de Esposende [ João Cepa, eleito pelo PSD], que diz que eu falto muito e que sou incompetente, sem ter a preocupação de me enviar a carta para eu me poder defender”, afirma. A carta revela que Custódia de Magalhães não exerceu as funções de coordenadora da Divisão de Assuntos Jurídicos (DAJ) do município de Esposende entre 2004 e 2012, mas sim entre 2004 e 2008. É com base nesta denúncia que a ARS a notificou da intenção de fazer cessar as suas funções no ACES Grande Porto 1 “por entender violados os deveres de boa-fé e de confiança que devem pautar a actuação dos directores executivos (...)”. Custódia de Magalhães revelou ao PÚBLICO que quando João Cepa a convidou para a DAJ foi para ser chefe daquela divisão, função para a qual nunca chegou a ser nomeada. Em 2008, adiantou, o presidente nomeou a sua cunhada, Telma Santos, para coordenadora da DAJ. A directora fala de “perseguição” com origem naquele município. “Quando fui nomeada, o senhor presidente da Câmara de Esposende enviou-me uma mensagem, dando nota de algum desagrado perante um processo político que lhe passou ao lado. E numa intervenção pública, no dia 20 de Agosto, criticou o Governo, que diz que é preciso rigor e competência mas depois nomeia directores executivos de ACES que faltam não sei quantos dias e que são incompetentes”, declarou, numa alusão às 600 faltas que terá dado enquanto coordenadora da DAJ e os 50 atestados que terá apresentado, segundo o presidente da câmara. Jurista de formação, Custódia de Magalhães vê nas críticas do autarca um certo despeito pelo facto de a ARS a ter convidado e não a ele. “O presidente está no último ano de mandato na câmara e deduzo que entendia que devia ser nomeado para algum cargo no Governo. O senhor presidente estará preocupado com o seu futuro, é o que eu deduzo”, comenta. Ao PÚBLICO, João Cepa diz não reconhecer “importância suficiente” à directora executiva para lhe responder aos ataques lhe tem vindo a fazer, mas mostrou toda a disponibilidade para prestar esclarecimentos ao ministro da Saúde ou à ARS-Norte. E esclarece: “Na carta que escrevi à ARS não ataquei ninguém, limitei-me a dizer a verdade sobre o tempo em que [a agora directora do ACES] esteve como coordenadora da Divisão de Assuntos Jurídicos”, precisa. “Se o senhor ministro entender que há matéria para a exonerar, isso não é nada comigo. Estou disponível para todos os esclarecimentos”, afirma. JP 12.09.12

 Entretanto…O Governo chumbou hoje dois requerimentos do PS e do Bloco de Esquerda, que visavam saber quais os critérios que o Governo está a usar para nomear diretores de centros de saúde, por suspeitarem de que a lei está a ser violada. link 
Manuel Pizarro afirma que a nomeação dos diretores dos ACES está "envolvida em dúvidas" e cita o caso da diretora do ACES do Grande Porto, que foi nomeada em agosto e que já foi demitida por alegadamente apresentar inexatidões no currículo, acusando agora a ARS Norte de má fé. O BE considera estar estabelecida "uma intensa controvérsia sobre aquelas nomeações" e assinala que as informações disponíveis revelam que o perfil e o currículo de vários dos nomeados "não respeitam os critérios exigidos pela legislação relativamente à formação e experiência em gestão de unidades de saúde e governação clínica". I, 12.09.12

A peixeirada continua perante a passividade do senhor ministro da saúde mais preocupado com o pacote de encerramentos (hospitais) encomendado pela Troika.

HH PPP, 1.º semestre 2012




Resultados operacionais, Junho 2012 link

HH SNS, resultados 1.º semestre 2012

1º A comparação que fez dos HH em PP com Barreiro e Setúbal faz pouco sentido visto que estes são hospitais pouco eficientes, daí a vantagem enorme que os PP têm em alguns indicadores. 
2º Relativamente aos Resultados operacionais por hospital e por região. Mais que o RO o que é importante é o seu valor relativo face á receita operacional, isto ainda é mais verdade porque os HH têm diferentes dimensões. Envio-lhe em anexo uma análise simples nestes termos - como havia metas para a redução da despesa operacional juntei uma coluna. Vê-se que continua a haver melhores resultados a norte e centro e que no sul há muitos HH "desastre", repare que os prejuízos da ARS LVT representam 79% do total!!! 
Abraço, 
A Dias Alves


0) Comparar PPP com HH Barreiro e Setúbal??? Como são muito ineficientes não faz sentido
1) Os HH das regiões do Norte e do Centro têm equilibrio financeiro, por regra, ao contrário dos HH das restantes regiões. ARSLVT representa 79% do prejuízo global.
2) Há 8 HH seriamente desequilibrados (> 10% neg), representam 30% dos HH mas os seus RO negativos (77 milhões) são 62% do total de prejuízos operacionais (124 milhões).
3) Há 17 HH em 41 (41,5%) com RO que podem considerar-se positivos.  

A.Dias Alves

15. Set


Direito à indignação, direito à revolta

Medidas anunciadas por Passos Coelho para 2013 agravam ainda mais as desigualdades e a recessão económica em Portugal: Trabalhadores e pensionistas sofrem um corte de 5.540 milhões euros nos seus rendimentos, patrões recebem um bónus de 2.200 milhões € link 
Passos Coelho no discurso que fez perante a TV, em 7.9.2013, sobre as novas medidas de austeridade para 2013 afirmou o seguinte: “O que propomos é um contributo equitativo, um esforço de todos para o objetivo comum, como exige o Tribunal Constitucional … Foi com este propósito que o governo decidiu aumentar a contribuição (dos trabalhadores) para a Segurança Social (de 11%) para 18%, o que nos permitirá, em contrapartida descer a contribuição exigida às empresas (ou seja, aos patrões) também (de 23,75%) para 18%” Isto significa que os trabalhadores do setor privado terão de contribuir para a Segurança Social com mais 2.700 milhões € (+63,6%), e os patrões de contribuir com menos 2.200 milhões € (-24,2%). E é precisamente a isto que Passos Coelho chama descaradamente “um contributo equitativo, um esforço de todos para o objetivo comum”. 
Eugénio Rosa
 
andPOP-saudesa © 2010 | Designed by Chica Blogger | Back to top
ban nha mat pho ha noi bán nhà mặt phố hà nội