Direito à indignação, direito à revolta

Medidas anunciadas por Passos Coelho para 2013 agravam ainda mais as desigualdades e a recessão económica em Portugal: Trabalhadores e pensionistas sofrem um corte de 5.540 milhões euros nos seus rendimentos, patrões recebem um bónus de 2.200 milhões € link 
Passos Coelho no discurso que fez perante a TV, em 7.9.2013, sobre as novas medidas de austeridade para 2013 afirmou o seguinte: “O que propomos é um contributo equitativo, um esforço de todos para o objetivo comum, como exige o Tribunal Constitucional … Foi com este propósito que o governo decidiu aumentar a contribuição (dos trabalhadores) para a Segurança Social (de 11%) para 18%, o que nos permitirá, em contrapartida descer a contribuição exigida às empresas (ou seja, aos patrões) também (de 23,75%) para 18%” Isto significa que os trabalhadores do setor privado terão de contribuir para a Segurança Social com mais 2.700 milhões € (+63,6%), e os patrões de contribuir com menos 2.200 milhões € (-24,2%). E é precisamente a isto que Passos Coelho chama descaradamente “um contributo equitativo, um esforço de todos para o objetivo comum”. 
Eugénio Rosa

Resultados operacionais, 1.º semestre 2012

1.- No período em análise, o prejuízo da rede do SNS foi de cerca de 107 milhões €.
2.- ARS Centro (treze unidades) com resultado operacional positivo.
3.- Dezoito obtiveram resultados operacionais positivos (num universo de 48 unidades).
4.- CH Lisboa Norte, a unidade do SNS com pior resultado no 1.º semestre 2012.
5.- ULS do Alto Minho, EPE, a unidade do SNS com melhor resultado.
6.- De lamentar que a ACSS não disponibilize os Resultados Operacionais dos HH PPP.

ARS Centro, campeã

HH, CH, ULS; EPE e SPA – Resultados operacionais, Junho 2012 link

ARS-LVT, maior prejuízo

HH, CH, ULS, EPE e SPA – Resultados operacionais Junho 2012 link

ARS-Norte

HH, CH, ULS, EPE e SPA – Resultados operacionais Junho 2012 link

ARSs ALG e ALT

HH, CH, ULS, EPE e SPA – Resultados operacionais Junho 2012 link

Saúde: por uma (velha) política mefítica…

O Ministro da Saúde - este ou qualquer outro que venha a integrar este Governo - não precisa de pé pelo que pode perdê-lo à vontade. A questão trata-se de ter (ou não) 'mãozinha' (para fazer o que tem de ser feito), fazer 'cortes', sufocar o SNS diluindo – adiante explicamos o racional - o seu papel como pilar social. As recentes 'mexidas' do Governo conservador de Cameron que levaram à saída de Andrew Lansley, o obreiro do desmantelamento do NHS, e a sua subsituição por Jeremy Hunt link um político ultraconservador envolvido em ‘fumos de corrupção’ (escândalo Murdoch) link e, finalmente um confesso adepto da homeopatia link, são esclarecedoras e desmistificam a ‘nova’ estratégia. 
Vamos assistir – cá como na GB - a diluições ‘infinitesimais’ dos orçamentos da saúde (segundo técnicas de manipulação homeopáticas) e com isto combater – de forma ‘holística’ - os ‘miasmas’ que empestam – na visão neoliberal - os sistemas públicos de saúde. Esta a receita que encerra uma velha e pestilenta política de aniquilamento (do SNS) apresentada com novas roupagens. Isto é, como sendo uma ‘honesta’ e 'racional' busca de sustentabilidade(s). Este engano foi 'vendido' em Junho de 2011 (últimas Legislativas), mas agora compra quem quer. 
E pá!
 
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